
Um servidor da Prefeitura de Senhor do Bonfim está cobrando esclarecimentos sobre o destino dos valores descontados mensalmente em sua folha de pagamento para quitar um empréstimo consignado e o cartão Cred Cesta, ambos vinculados ao Banco Master.
O gari Ubirajara de Jesus relatou que recebeu o cartão Cred Cesta em 2021, durante uma ação promovida por representantes do banco no antigo Colégio Carlos Santana. Segundo ele, os servidores fizeram o cadastro, criaram a senha e saíram do local com os cartões desbloqueados.
De acordo com Ubirajara, o cartão era destinado inicialmente à compra de alimentos em supermercados conveniados, com limite de até R$ 800. Já em 2022, ele contratou um empréstimo consignado de R$ 5 mil por meio de uma ligação para a central 0800 do banco.
O servidor afirma que o empréstimo foi parcelado em 60 prestações de R$ 315, o que representa um desembolso de R$ 18.900 ao final do contrato quase quatro vezes o valor inicialmente recebido. Além disso, ele também paga uma parcela mensal de aproximadamente R$ 190 referente às compras realizadas com o cartão Cred Cesta.
Segundo o gari, no momento da adesão foi informado que os descontos seriam realizados diretamente na folha de pagamento, o que transmitiu segurança aos servidores. No entanto, posteriormente, representantes do banco explicaram que apenas o valor mínimo da fatura do cartão seria descontado em folha, enquanto o restante deveria ser pago por meio de boletos bancários.
Ubirajara afirma que, no início, muitos servidores sequer recebiam esses boletos, pagando apenas o valor mínimo. Com isso, as dívidas aumentaram e, posteriormente, passaram a ocorrer descontos maiores na folha para cobrir parcelas que haviam ficado em atraso.
“Eu só quero saber para onde está indo o dinheiro e como está minha situação. Quero saber se ainda estou devendo. Quando recebi o empréstimo, não assinei nenhum contrato, porque ele foi feito por telefone”, afirmou.
O servidor lembra que situação semelhante ocorreu durante a gestão do ex-prefeito Paulo Machado, quando utilizava um cartão administrado pelo Banco Cruzeiro do Sul. Após a falência da instituição, segundo ele, os descontos foram suspensos e a carteira foi assumida pelo Banco Pan.
“O Banco Pan entrou em contato, apresentou propostas para quitar a dívida e eu aceitei a opção de pagamento à vista, encerrando o débito”, relatou.
Agora, Ubirajara pede transparência sobre o destino dos valores que continuam sendo descontados em sua folha de pagamento e quer saber qual é a situação atual de seu contrato, especialmente diante das mudanças envolvendo o Banco Master. Por Ivan Silva










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