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O vereador Paulinho da Formosa, de Monte Santo, fez graves denúncias durante pronunciamento na Câmara Municipal contra a condução administrativa da presidência da Casa e levantou suspeitas sobre a utilização de recursos públicos. Segundo o parlamentar, documentos, planilhas e relatórios já teriam sido encaminhados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para análise.
Entre os pontos questionados está a contratação de três veículos pela Câmara Municipal por um período superior a cinco anos. Paulinho da Formosa afirmou que nenhum dos 13 vereadores teria utilizado os automóveis e desafiou o presidente da Casa a apresentar quais veículos, de fato, estiveram à disposição dos parlamentares, conforme constaria nos relatórios encaminhados ao TCM.
Outro questionamento envolve os gastos com combustíveis. De acordo com o vereador, somente em 2026 a Câmara já teria desembolsado mais de R$ 12 mil com gasolina, embora, segundo ele, os vereadores não utilizem veículos abastecidos pela Casa.
O parlamentar também levantou dúvidas sobre os gastos com alimentação. Segundo a denúncia, a Câmara estaria consumindo aproximadamente 100 marmitas por mês, apesar de, conforme afirmou, nenhum dos 13 vereadores fazer refeições ou lanches regularmente no restaurante contratado.
Paulinho da Formosa também citou a existência de diversos contratos de consultoria e criticou a decisão da presidência de exonerar os assessores parlamentares. Segundo ele, cada vereador teria direito a dois assessores e a retirada dos profissionais teria atingido principalmente os vereadores de oposição.
O vereador classificou a postura da presidência como uma forma de arbitrariedade e perseguição política. Paulinho afirmou ainda que, em mais de 100 anos de história de Monte Santo, não teria ocorrido situação semelhante, na qual vereadores da oposição ficassem sem assessoria parlamentar.
Durante o pronunciamento, o vereador elevou o tom das críticas e cobrou explicações públicas do presidente da Câmara sobre os contratos e despesas questionados.
As acusações, entretanto, são declarações feitas pelo vereador e deverão ser apuradas pelos órgãos competentes. O encaminhamento de documentos ao Ministério Público e ao TCM poderá resultar em análise formal dos contratos, despesas e demais procedimentos administrativos mencionados.
A reportagem não ouviu, até o momento, o presidente da Câmara de Monte Santo. O espaço permanece aberto para que a presidência apresente sua versão e esclareça os questionamentos levantados pelo vereador. Por Ivan Silva










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