
A sessão da Câmara de Vereadores de Monte Santo terminou em confusão nesta quinta-feira (27). O tumulto aconteceu durante a leitura de um projeto de autoria do Legislativo que propõe mudanças no Regimento Interno da Casa, especificamente nas regras relacionadas à Mesa Diretora.
Atualmente, o regimento estabelece que, em caso de afastamento do presidente da Câmara, uma nova eleição deve ser realizada para definir quem comandará a Casa. Pela nova proposta, caso o presidente seja afastado ou deixe o cargo, o vice-presidente assumiria automaticamente o comando do Legislativo.
A mudança conta com o apoio da situação, mas é contestada pelos vereadores de oposição. Segundo eles, a alteração poderia favorecer o atual presidente, vereador Bira, permitindo que ele continue tendo influência sobre o comando da Câmara mesmo em uma eventual saída da presidência.
Durante a leitura do projeto, o clima ficou tenso. Vereadores da oposição deixaram o plenário aos gritos e com gesticulações em direção à Mesa Diretora. Com a saída dos parlamentares, o projeto não chegou a ser apreciado e votado.
O episódio aumenta ainda mais a tensão política dentro da Câmara de Monte Santo. O presidente Bira vem sendo alvo de críticas e acusações por parte da oposição.
Recentemente, vereadores denunciaram o presidente aos órgãos competentes por causa de um contrato da Câmara com uma empresa de internet. Segundo Bira, a denúncia foi considerada improcedente.
Outro ponto de conflito envolve as contas da Câmara referentes ao exercício de 2024. O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) apontou irregularidades e rejeitou as contas da gestão de Bira, entre elas a questão relacionada ao reajuste dos subsídios do presidente e dos demais vereadores, que, segundo o órgão, teria ocorrido sem a aprovação de um projeto específico.
Procurado pelo site Ivan Silva Notícias, o presidente Bira afirmou que sempre atuou dentro da legalidade e negou que tenha aumentado os próprios vencimentos ou os dos demais vereadores de forma irregular.
“Na verdade, o que aconteceu foi um reajuste inflacionário. Isso acontece em toda Câmara. Já estou apresentando ao TCM as provas. Teve consentimento da Casa, teve resolução, temos ata e irei apresentar as provas ao TCM. Até porque minhas contas de 2023 foram aprovadas”, explicou.
Sobre as críticas e acusações feitas pela oposição, Bira afirmou que não pretende ceder às pressões e disse acreditar que existem interesses pessoais por trás dos questionamentos.
“Querem vantagem. Estão chateados porque devolvemos ao município dois milhões de reais e agora estão querendo mais regalias. Pode ter certeza que eu só trabalho dentro da lei e não cederei às pressões”, declarou o presidente.
Questionado sobre quando pretende se manifestar oficialmente sobre as ações e denúncias que vêm sendo feitas contra sua gestão, Bira afirmou que só irá se pronunciar depois de apresentar às autoridades todas as provas que, segundo ele, comprovam a regularidade dos atos praticados pela Câmara. Por Ivan Silva









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