
Comentários surgiram durante e após a sessão da Câmara de Vereadores de Senhor do Bonfim, realizada na terça-feira (18), envolvendo o vereador Weslen Aquino (União Brasil) e um servidor de empresa contratada para operar o sistema de som da Casa Legislativa.
Segundo relatos que chegaram à reportagem, após uma discussão mais acalorada durante a sessão, o microfone utilizado pelo vereador teria sido desligado. Na sequência, Weslen Aquino teria se dirigido a um homem identificado como “Marcinho”, que seria responsável pela troca das baterias dos microfones, e teria dito: “Você vai ver se da próxima vez desligar meu microfone”.
A informação é de que o presidente da Câmara, vereador Ary Urbano, estaria adotando providências para apurar o que teria ocorrido durante a sessão.
Procurado pela reportagem nesta quarta-feira (19), Marcinho negou que tenha ocorrido qualquer problema. Segundo ele, “não aconteceu nada”.
A reportagem também procurou o vereador Weslen Aquino. Ele afirmou que está tranquilo e negou que tenha adotado qualquer postura de ameaça ou agressão. Segundo o parlamentar, “esse não seria o seu perfil”.
Weslen também afirmou que, em sua avaliação, a Câmara estaria criando fatos para desviar a atenção de outro assunto que vem sendo discutido no município, relacionado ao chamado “escândalo do Bolsa Família”. O vereador disse ainda que a intenção seria evitar que o tema fosse abordado na tribuna na próxima sessão, que, segundo ele, terá como pauta assuntos relacionados ao São João.
Questionado especificamente sobre o episódio envolvendo o funcionário da empresa responsável pelo sistema de som, Weslen reafirmou estar tranquilo diante dos questionamentos.
A reportagem também entrou em contato com o responsável pela empresa contratada pela Câmara para operar o sistema de som da Casa. Segundo ele, a autorização para desligar o microfone durante as sessões parte da presidência da Câmara, especialmente quando os debates ficam mais acirrados entre os vereadores.
Ainda de acordo com o responsável pela empresa, após a aquisição do sistema de som digital, Marcinho não seria a pessoa encarregada de desligar os microfones. Essa função teria passado para outro funcionário, que já possuiria autorização da presidência para realizar o procedimento quando necessário.
Diante das versões apresentadas, o caso ainda depende de uma eventual apuração da presidência da Câmara para esclarecer o que ocorreu durante a sessão e quem teria determinado o desligamento do microfone do vereador.
Até o momento, não há confirmação de que tenha ocorrido agressão física. As informações sobre uma suposta ameaça permanecem no campo dos relatos e deverão ser esclarecidas a partir da apuração dos fatos. Por Ivan Silva









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