Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) voltou a criticar, nesta quinta-feira (25), o projeto em análise na Câmara dos Deputados que trata da dosimetria para condenados por tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à TV Metrópoles, o petista destacou que a medida não pode beneficiar os “mandantes” da trama golpista.
O senador explicou que a revisão de pena pode ser aplicada a quem participou dos atos de depredação, mas não deve atingir os idealizadores. “Pra quem estava no gabinete, preparando a arma pra matar alguém, arrumando dinheiro, colocando caminhão com bomba no aeroporto, essa moçada não pode ter perdão, nem alívio de pena”, disse.
Wagner reagiu também à declaração do relator do texto, Paulinho da Força (SD-SP), de que a proposta beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o senador, a ideia de reduzir penas para lideranças contradiz o próprio resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
Para Wagner, é necessário diferenciar entre executores e organizadores do atentado contra a democracia. Ele recordou que, no dia 8 de Janeiro, houve depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF, mas que os idealizadores não estavam presentes.
Na última quarta-feira (24), o senador Jaques Wagner, celebrou, em publicação no X (antigo Twitter), a rejeição da PEC da Blindagem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Na postagem, o petista enalteceu a rejeição por unanimidade, e afirmou que os parlamentares não devem buscar “prerrogativas que os transformem em uma casta intocável”.
Na avaliação do petista, a rejeição na CCJ, mostra que os senadores “ouviram as ruas lotadas no último domingo contra essa vergonhosa iniciativa, aprovada pela Câmara na semana passada“.
Wagner também indicou que, caso seja necessário, a população voltará às ruas para “barrar absurdos como esse”. “Que considero totalmente fora de qualquer propósito”, enfatizou.
Por fim, o petista também parabenizou todos os senadores pela decisão, inclusive o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD) e o relator do texto no Senado, Alessandro Vieira (MDB).
Fonte: Muitainformação











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