
Após relatar ter recebido reclamações de moradores da Avenida Morgado, em Senhor do Bonfim, o vereador Helson de Carvalho (UB) criticou a situação de oito residências que, segundo ele, estariam abandonadas e em estado avançado de deterioração.
De acordo com o parlamentar, os imóveis estariam prestes a desabar e poderiam acabar se transformando em locais utilizados para práticas ilegais, como prostituição, tráfico de drogas e outras atividades criminosas. Além disso, ele destacou que o estado precário das casas comprometeria a estética da avenida e geraria insegurança para moradores da região.
Como possível solução, o vereador sugeriu que o prefeito Laércio Júnior (UB) encaminhe à Câmara Municipal um projeto de lei para tratar do problema de imóveis e terrenos abandonados na cidade. Caso o Executivo não apresente a proposta, o próprio Legislativo poderia elaborar um projeto estabelecendo punições ou medidas administrativas para proprietários que mantêm imóveis sem manutenção.
Entre as alternativas mencionadas, estaria a possibilidade de o município adquirir esses imóveis quando os donos não quiserem vender, reformar ou dar manutenção adequada. Nesse caso, a prefeitura poderia realizar a aquisição com base no valor venal comprovado por documentos como recibo de compra e venda, escritura, declaração de imposto de renda ou registro de IPTU.
A proposta, no entanto, acabou gerando polêmica no município. Isso porque, segundo moradores, existem diversos terrenos e casas abandonadas em diferentes bairros e até mesmo em áreas centrais de Senhor do Bonfim que também prejudicam a estética urbana e não foram citados diretamente na fala do vereador.
A situação ganhou ainda mais repercussão após a esposa do proprietário das casas da Avenida Morgado afirmar que o parlamentar estaria perseguindo seu marido, o senhor Toinho Morgado, um idoso de 70 anos. De acordo com ela, o problema teria surgido porque o vereador teria parentes que residem na mesma rua.
Diante desse contexto, a proposta do vereador é considerada por alguns como pertinente, já que a questão de imóveis abandonados é um problema urbano recorrente em várias cidades. No entanto, críticos avaliam que, ao citar publicamente apenas uma família, quando há outros casos semelhantes espalhados pelo município — inclusive em espaços públicos —, o discurso pode transmitir a impressão de que a motivação seria pessoal e não apenas uma preocupação com a organização e a estética da cidade.
A discussão agora deve continuar no meio político e entre os moradores, enquanto cresce o debate sobre a necessidade de uma política pública mais ampla para lidar com imóveis abandonados em todo o município









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