
A entrevista de Laércio Júnior (UB) na Caraíba FM deixou evidente o que já se comentava nos bastidores: ninguém está escolhido para 2028, nem mesmo quem ocupa a vice-prefeitura. O prefeito abriu o leque de nomes, citou vários possíveis candidatos, mas deixou transparecer que a escolha final dependerá de algo muito maior que simpatia, carisma ou “cheiro de povo”.
E é impossível ignorar o ponto central dessa história:
Elizeu Rios NÃO apoiou e continua NÃO apoiando o deputado federal Elmar Nascimento, figura que controla o ritmo, o compasso e muitas das decisões estratégicas dentro do grupo.
Isso pesa. E pesa muito.
Laércio pode até chamar Elizeu de “queridinho”, mas sabe que sem o aval do líder maior e sem a sintonia com o diretório municipal — comandado por Aparício Pelegrine — a caminhada de qualquer candidato simplesmente não acontece.
O contraste: enquanto uns perdem espaço, Ary só ganha
Num tabuleiro complicado, um nome se fortalece quase naturalmente: Ary Urbano.
Não apenas por ter aproximação com a base popular, mas porque fala abertamente sobre sua forma de conduzir o mandato.
Ary não esconde, não disfarça, não joga indireta. Ele assume:
“Antes de qualquer decisão na Câmara, consulto primeiro Aparício Pelegrine e o prefeito Laércio Júnior.”
Ou seja: Ary não compete com a liderança do grupo. Ele segue a liderança.
E isso, em momentos de disputa interna, tem mais valor do que qualquer slogan de campanha.
E os outros nomes? O que têm feito para se manter no jogo?
A verdade é que cada um carrega seu próprio ruído — e o grupo percebe isso.
Idailton Galeguinho
Nos bastidores, circula que ele teria cobrado a “entrega da cadeira” do prefeito e que houve atrito com Elmar por causa da presidência da Câmara.
Um desgaste que deixa marcas e reduz a margem de confiança.
Wesley Aquino
Além de contrariar Aparício numa reunião decisiva sobre a presidência do Legislativo, se coloca como nome para 2028 estando completamente desalinhado da posição de Elmar — que defende Júnior Nascimento, enquanto Aquino marcha com Tiago Gilleno.
Um movimento estratégico? Sim.
Um movimento arriscado? Mais ainda.
Helson de Carvalho
Apoia Elmar, mas nunca foi tratado como prioridade dentro do grupo.
E ainda pesa o fato de ter se afastado politicamente de Júnior Nascimento, primo do deputado.
É valorizado? Sempre ficou a sensação de que não.
Seria agora? Uma pergunta sem resposta.
Biro-Biro
Foi colocado na lista muito mais por circunstância do que por construção.
Declinou apoio a Júnior Nascimento, o que o aproximou de Laércio, mas sem transformá-lo em nome natural.
E fica a dúvida:
Laércio teria força para defender uma chapa Elizeu + Biro-Biro, ambos do Republicanos?
Possível é.
Natural não.
O cenário, traduzido com sinceridade política
- Uns perderam espaço.
- Outros criaram ruído.
- Alguns se queimaram com quem não deveriam.
- E só um segue o roteiro que o grupo valoriza: Ary Urbano.
No fim das contas, os critérios reais continuam os mesmos — e não mudaram com a entrevista:
- Não adianta ser vice.
- Não adianta ser popular.
- Não adianta se lançar sozinho.
Para ser candidato do grupo:
tem que inspirar confiança, seguir alinhamento e ter o aval de quem realmente conduz o processo.
E em Senhor do Bonfim, goste-se ou não:
**quem não anda alinhado, não avança.
Quem não avança, não é escolhido.
E quem não é escolhido, não senta na cadeira.
Por Ivan Silva











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