Regional

Rui Oliveira critica insistência de prefeitos e secretários em retomar aulas presenciais na Bahia

O coordenador-geral da APLB-Sindicato, Rui Oliveira, reafirmou, nesta quarta-feira (19), o estado de greve e a manutenção das aulas remotas pelos trabalhadores de educação da rede municipal, principalmente após anúncio do prefeito Bruno Reis (DEM) e do governador do Estado, Rui Costa (PT), de que Salvador e a Bahia correm o risco de viver uma terceira onda da pandemia nos próximos dias.

“Há um grande contrassenso, pois enquanto todos estão preocupados com o risco de terceira onda e com o aumento na taxa de ocupação de leitos de UTI, o prefeito e o secretário insistem em retomar as aulas presenciais num nítido desrespeito com a vida dos envolvidos no processo educacional”, declarou Rui Oliveira.

Ele acrescentou que aguarda uma reunião entre o secretário municipal de Educação, Marcelo Oliveira, e a diretoria da categoria, uma vez que, na última segunda-feira (17), após carreata, os trabalhadores de educação não foram recebidos pelo gestor.

Ainda de acordo com RuI Oliveira, a entidade levou ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) denúncias de que dezenas de escolas tiveram profissionais contaminados pela Covid após retomada de atividade presencial por meio do decreto municipal. 

“Tivemos um feriado de Dia das Mães, teremos Dia dos Namorados e de Santo Antônio, além dos festejos juninos. Tudo isso atrelado ao risco de uma terceira onda da pandemia no estado e em Salvador. Continuaremos defendendo o não retorno das aulas presenciais, pois seria levar trabalhadores, estudantes e seus familiares para o corredor da morte”, destacou.

Ofício sem efeito

Além da imunização completa dos trabalhadores de educação, com primeira e segunda doses, a categoria pede a revogação do Decreto 33811, que obriga o retorno às aulas presenciais, e que se torne sem efeito o ofício nº 27 da SMED ameaçando corte de dois terços do salário da categoria.

“É desrespeitoso com a comunidade escolar permanecer com a tentativa de retomar aulas presenciais, e contrariar os direitos trabalhistas dos servidores municipais ameaçando corte de salário por meio de um ofício que não tem força de lei. São muitas as evidências de que a retomada de aulas presenciais não tem o menor cabimento nesse momento. Por isso, tornamos a ressaltar nossas reivindicações e reafirmar que o essencial é a vida”, finalizou.

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