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Sindicato de Senhor do Bonfim alerta servidores públicos sobre reforma administrativa do governo federal

O advogado paulista Roberto Salles, que vem acompanhando a proposta de reforma administrativa do governo Bolsonaro, elaborou um texto para explicar com detalhes pontos importantes da reforma que podem prejudicar os servidores públicos, nos três níveis: federal, estadual e municipal.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Senhor do Bonfim (Sismusb), também está divulgando o texto do advogado nas redes sociais, como forma de alertá-los para as mudanças que devem afetar a todos.

Confira:

A desinformação é o princípio da dominação que os políticos têm sobre a população. A reforma que você aplaude promete acabar com férias de 60 dias. Servidor público não tem férias de 60 dias. Juiz tem. Mas juiz não está incluído na reforma.

A reforma prevê o fim dos super salários. Servidor não tem super salário. Pelo contrário. Estamos sem reajuste há 6 anos. Juízes e políticos têm super salários. Mas eles não estão incluídos na reforma.

A reforma prevê o fim da aposentadoria compulsória como forma de punição. Servidor, quando erra, não é aposentado. É demitido. Juízes são aposentados como punição. Mas juízes não estão incluídos na reforma.

Servidor tem estabilidade? Ela impede que políticos pilantras encham o serviço público de “guardiões”, comissionados e assessores para assuntos alheios ao interesse público. Se o servidor público erra, ele é demitido. Os guardiões e aspones comissionados não. E estes ganham muito mais do que os servidores concursados.

Quando você sofre um acidente, quem te socorre é um bombeiro, que é um servidor atingido pela reforma. Quem te leva pro hospital é um motorista, também servidor. Quem te opera é uma equipe de servidores (médicos, enfermeiros, auxiliares, etc.). Quem te protege é um policial militar, civil e federal servidor. Quem educa seu filho é um professor servidor. Quem varre as ruas em que você anda é um gari servidor. Quem faz manutenção na cidade são servidores da infraestrutura. Quando você entra na justiça, quem processa o seu feito é um servidor.

Todos esses servidores são atingidos pela reforma. Todos estão sem reajuste há anos. Todos trabalham para o Estado te atender, apesar dos políticos. E é contra eles que você se volta, porque os verdadeiros culpados, que ganham fortunas, empregam parentes, são aposentados quando roubam e tiram férias de 60 dias, te convencem com enorme facilidade de que o problema do Brasil é o servidor.

Vários servidores tiveram seus vencimentos congelados. 13° dos servidores municipais e estaduais foi parcelado e muitos ficaram meses sem receber qualquer remuneração. Mas em nenhum momento faltou dinheiro para pagar políticos e seus comissionados.

Você quer soluções? Fácil:

1) Vote melhor. Pare de reeleger bandidos.

2) Fiscalize políticos ao invés de endeusá-los.

3) Lute do lado certo. Você é um cidadão que depende de serviços públicos. Se você acha que o servidor concursado não presta bem este serviço, por que pensa que os guardiões apadrinhados fariam melhor?

5) Já existem alternativas previstas em lei para os maus servidores. Todo ano, centenas são demitidos por errarem. Agora, veja quantos magistrados são demitidos e quantos políticos são cassados e depois se pergunte de novo onde está o problema e quem deveria ser atingido por esta reforma covarde.

6) Em todo lugar, há bons e maus profissionais. Ninguém defende mau servidor aqui. Queremos que haja uma reforma justa. Se, mesmo depois de saber que os verdadeiros marajás e os que têm benesses não serão atingidos pela reforma, você ainda continuar achando que o problema é o servidor, que estudou e disputou uma vaga em igualdade de condições com os concorrentes, sejam pobres ou ricos, então o problema não está no servidor; está em você.

Texto: Roberto Salles.

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