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Partidos do centrão colam em Bolsonaro de olho em prefeituras do Nordeste

Foto: Reprodução/Facebook

Os principais partidos do centrão, que inclui legendas como PP, PSD, PL PTB, Solidariedade, PROS e Avante– preparam uma ofensiva sobre prefeituras de cidades do interior no Nordeste, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo que destaca o recente alinhamento do bloco ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A intenção é ganhar musculatura para trilhar um caminho próprio na eleição de 2022, quando sete dos nove governadores de estados nordestinos encerram seus mandatos sem possibilidade de reeleição.

Para obter maior protagonismo, diz a publicação, os partidos do centrão contam com o apoio do governo federal e do presidente, que tem inaugurado obras e já fez quatro visitas à região nos últimos três meses.

Em contrapartida, o presidente aposta em uma rede de aliados no Nordeste para tentar ganhar terreno em uma região na qual teve menos votos que Fernando Haddad (PT) na eleição de 2018.

Bolsonaro afirmou na última semana que não apoiará candidatos no primeiro turno das eleições municipais. Contudo a avaliação dos líderes partidários é a de que a força da máquina federal, com obras e recursos para os municípios, pode fazer a diferença.

Presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) vê o estreitamento com o governo federal como uma relação de ganha-ganha. De um lado, o partido ajuda o presidente a enfrentar temas impopulares no Congresso Nacional. De outro, o governo acena com mais gastos com obras de infraestrutura.

“Sempre tivemos esta visão pragmática na relação com o governo federal. Somos um partido de resultados”, afirma o senador Ciro Nogueira.

O estreitamento coincide com o avanço da popularidade do presidente no Nordeste. Pesquisa Datafolha divulgada em agosto revelou que 33% dos eleitores da região consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom contra 27% da pesquisa anterior, de junho.

O aumento da popularidade foi impulsionado, dentre outros fatores, pelo auxílio emergencial pago durante a pandemia. Nos quatro últimos meses o benefício foi de R$ 600, e ele ganhará mais quatro parcelas de R$ 300 até dezembro, depois das eleições.

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