Bahia

Rui rebate pressão de Bolsonaro pela cloroquina: Na Bahia, quem passa receita não são os políticos

Rui rebate pressão de Bolsonaro pela cloroquina: Na Bahia, quem passa receita não são os políticos

Foto : Fernando Vivas/GOVBA

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), criticou as intervenções do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) no Ministério da Saúde e afirmou que a pandemia de coronavírus está agravada pela situação política no país. As declarações foram feitas durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais hoje (20). Ele comentou a saída de Henrique Mandetta e Nelson Teich da pasta da Saúde por falta de concordância em relação ao uso da hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19.

“Pior do que a troca é o motivo que levou a troca: os dois eram médicos e não aceitaram, corretamente, que pessoas que não são da área da medicina e não entendem de saúde pública, fizessem receita médica ou determinação de protocolos médicos. É inacreditável, talvez seja o único país do mundo onde o presidente da República quer passar receita médica para os pacientes. É inacreditável”, afirmou Rui.

“Acredito na ciência, na medicina. As pessoas estudam 10, 15, 20 ou 30 anos, tem gente que estuda a vida inteira, não para de se especializar no Brasil e no exterior para se aprimorar. Montamos um comitê científico, trocando experiências com médicos de vários países do mundo. O vírus é novo, não se sabe como tratar exatamente todos os pacientes. Não há unanimidade no mundo e o presidente da República quer passar receita médica”, acrescentou o petista. 

Rui criticou durante o presidente e afirmou que, na Bahia, os responsáveis por receitar medicamentos são profissionais de saúde. “Quero tranquilizar os baianos e dizer que, na Bahia, quem passa receita médica e faz protocolo de como tentar curar e salvar vidas humanas, não são os políticos. São os médicos e cientistas. Exceto quem é político que também são médicos”, afirmou Rui. 

“Político tem que ficar no seu lugar. Cada macaco no seu galho. Se a gente quer salvar vidas humanas e respeitar o sentimento e a dor dos outros, não dá para fazer piada no dia que o Brasil passa de 1.100 mortes como no dia de ontem. Esse é meu posicionamento, acho que as coisas precisam ser tratadas com seriedade e sem piadas, piadas inclusive sem graça. Considero uma lástima estarmos sem ministro da Saúde e ter um general interino ocupando o ministério, com todo respeito à carreira militar”, finalizou. 

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