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POLEMICA: Dom Francisco afirma que não haverá construção de shopping em área da Diocese de Petrolina: ‘o Palácio não é meu e nem de ninguém’

POLEMICA: Dom Francisco afirma que não haverá construção de shopping em área da Diocese de Petrolina: ‘o Palácio não é meu e nem de ninguém’

A polêmica envolvendo a possível construção de um shopping popular numa área da Diocese de Petrolina localizada no entorno do Palácio Episcopal, Centro da cidade, parece que vai ter um fim com a chegada do novo bispo, Dom Francisco Canindé Palhano. Em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta segunda-feira, dia 05, o religioso falou do papel que desempenhará e das suas primeiras ações. Uma delas é a revogação da decisão.
“Todos os projetos têm dimensão humana e às vezes os projetos humanos ultrapassam até os nossos limites. O Bispo deseja preservar a história. Uma história construída há quase 95 anos”. Ele alegou que o palácio não pertence aos “servos inúteis”. “Não haverá tombamento e nem construção. Esse espaço não é meu e de ninguém”, afirmou Dom Francisco Canindé Palhano, pontuando que o comunicado já foi feito ao administrador diocesano, Padre Malan. Ele explicou que vai tomar ciência de todos os projetos para dar celeridade ao caso. “Talvez seja esse o novo desafio que tenhamos de enfrentar”, disse.

No segundo semestre do ano passado, a Secretaria de Cultura do Estado encaminhou à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fudarpe) a autorização para início do processo de tombamento do Palácio Episcopal da Diocese de Petrolina. O caso chegou até mesmo ao Ministério Público e Pernambuco (MPPE), através de uma comissão de católicos. Com isso, ficou proibida que seja feita qualquer alteração na estrutura arquitetônica do edifício e impossibilitada a construção de um shopping popular no local.
À época, o bispo emérito de Petrolina, Dom Frei Paulo Cardoso, posicionou-se contra a utilização do espaço para um shopping popular. O Palácio Episcopal da Diocese de Petrolina teve sua construção concluída em 1929, ocupando terreno doado à diocese. Foi edificado para funcionar como residência, servindo aos membros do clero.
A chegada de um novo Pastor Diocesano representa a unidade, já que desde agosto do ano passado a Diocese estava com a sede vacante, um termo canônico que se dá com a cadeira vazia do Bispo. Dom Francisco diz que vai promover em seu governo a unidade no Vale do São Francisco, sem conflitos, disputas e ofensas, superando tais situações com a mudança de comportamentos, através do amor de Deus, além de saber o momento exato de corrigir os erros que ocorrerem. (Blog da Grande Rio FM)

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