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Marun diz que existe ‘complô’ contra Temer após prisões

Marun diz que existe ‘complô’ contra Temer após prisões

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou acreditar que existe um complô contra o presidente Michel Temer. Ao comentar sobre a prisão, na manhã da última quinta-feira (29), do ex-assessor de Temer José Yunes, o aliado do presidente avaliou que o real intuito seria o de atravancar uma possível reeleição.

“Entendemos que a decisão do presidente de colocar a possibilidade de vir a disputar a reeleição faz com que novamente se dirijam contra nós os canhões da conspiração. Eu, sinceramente, entendo que isso faz parte de um enredo, de um complô. Eu não acredito em coincidências. Sempre que o Brasil dá uma reagida, surgem flechas envenenadas dirigidas ao presidente Temer”, disse o ministro, em entrevista no Palácio do Planalto.

Marun citou a denúncia de corrupção contra o presidente, em maio do ano passado, quando o governo articulava na Câmara dos Deputados a aprovação da reforma da Previdência. A reforma acabou parando enquanto Temer e a base aliada concentraram esforços na derrubada da denúncia, que foi rejeitada. O governo perdeu força e a reforma da Previdência não foi votada.

Perguntado sobre quem articularia esse “complô”, o ministro evitou dizer nomes, mas falou em “ódio” que faz com que “operadores do direito e da Justiça se sintam à vontade para atuar como se neste país Constituição Federal não existisse”.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os mandados de prisão temporária e de busca foram cumpridos pela PF a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A Operação Skala foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, relator do chamado Inquérito dos Portos.

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