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Naja como a que picou jovem no DF é vendida na internet por até R$ 7 mil

 (Foto: Ivan Mattos/ Divulgação)

Foto: Ivan Mattos/ Divulgação

Brasília tem acompanhado uma história que, a princípio, parecia um assustador acidente doméstico, mas mostrou-se algo mais assombroso. Na última terça-feira, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, 22 anos, foi picado por uma cobra naja e entrou em coma. Mas, além da equipe médica que agiu para salvar a vida do rapaz, o episódio mobilizou também a Polícia Civil do Distrito Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que precisaram entender como a serpente, de origem asiática, havia chegado à casa do estudante de medicina veterinária.

A busca pela resposta revelou dezenas de animais mantidos em criadouros clandestinos, incluindo cobras de várias espécies, lagartos, enguias e até tubarões. Um novelo cujo desenrolar parece levar a um esquema de tráfico de animais silvestres na capital do país.

A prática de tráfico internacional de animais ainda não foi comprovada, mas especialistas que atuam no combate a essa atividade veem todos os sinais do crime na história brasiliense. Nos últimos anos, cresceu imensamente o interesse de brasileiros por serpentes exóticas, dando uma nova cara a esse mercado clandestino no país.

Imporante lembrar também que no Brasil é possível fazer a criação de animais exóticos de forma legal. “Não é barato”No monitoramento — ocorrido entre abril e agosto de 2019 e que rendeu uma denúncia encaminhada à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal —, a ONG descobriu que uma naja africana ou asiática custa até R$ 7 mil no mercado ilegal. Se a cobra for nascida em território brasileiro, em criadouro clandestino, é negociada a preços mais baixos, com um filhote valendo em torno de R$ 1 mil. Em um dos anúncios captados pela Renctas, uma naja de monóculo, a mesma espécie que picou Pedro Henrique, é oferecida com um alerta: “Não é barato. Não é para quem começou o hobby agora. Tenho casal disponível”.

Ainda segundo levantamento do Renctas, as serpentes que chegam ao Brasil são provenientes, principalmente, da África, Ásia e Austrália, e entram no país pelas fronteiras com Suriname, Guiana e Uruguai. Entre as exóticas regularmente traficadas estão as najas, a king snake (cobra-rei), as mambas-negras e verdes, a víbora-do-gabão e a taipan-do-interior, considerada a espécie mais venenosa do mundo. Essas são serpentes que se adaptam bem ao Brasil, e o monitoramento identificou a queda no preço desses animais, um sinal de que estão sendo reproduzidas em cativeiro no país.

Fonte: Diário de Pernambuco

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