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Bolsonaro vai indicar general da reserva para a Infraestrutura

Bolsonaro vai indicar general da reserva para a Infraestrutura

Foto: Adriano Machado/Reuters

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, (PSL) decidiu que o futuro Ministério da Infraestrutura será chefiado pelo general da reserva Oswaldo Ferreira, de 64 anos. A nova pasta incluirá as áreas de transportes, portos e aviação. Com experiência no Departamento de Engenharia do Exército, Ferreira coordenou durante a campanha os grupos de trabalho sobre atividades do governo. Principal conselheiro de Bolsonaro na área de infraestrutura, o general acompanhou o novo presidente nesta terça-feira, 6, pelos gabinetes do Congresso e unidades militares de Brasília. Em conversa com jornalistas, Bolsonaro, ao lado de Ferreira, evitou responder se o oficial da reserva será ministro. “Ele (Oswaldo Ferreira) está aqui, pergunta para ele”, disse a repórteres. Depois, Bolsonaro argumentou que era preciso “amadurecer” um nome, porque é uma “tremenda” responsabilidade fazer anúncios que depois não se confirmam. Auxiliares de Bolsonaro afirmam que a confirmação de Oswaldo Ferreira no cargo depende apenas do próprio general. Em conversas nos últimos dias, Ferreira disse ao presidente eleito que precisa saber os limites que terá para atuar na pasta e se terá “liberdade” de ação. Discreto, ele se destacou ao longo da campanha na articulação de militares, acadêmicos e técnicos de áreas como infraestrutura, educação e saúde que deram subsídios a Bolsonaro. Em conversas com aliados, Oswaldo Ferreira disse que há possibilidade num orçamento contingenciado de retomar obras de infraestrutura que estão paradas especialmente no Nordeste. A lista de prioridades incluirá projetos do antigo PAC dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A conclusão da BR-163, no trecho do Pará, é uma das obras consideradas emergenciais pelo general da reserva. Ferreira também pretende fazer um novo pacto com construtoras e empreiteiras atingidas pelas investigações da Operação Lava Jato.

Fonte: Estadão Conteúdo

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