Um pouco da memória daquilo que um dia foi um dos ambientes mais frequentados de Bonfim: A nossa velha estação ferroviária!

Sons do passado
Béu – 09.10.2017
Foto: Arquivo Monacéis Fotos.

A estação férrea esta lotada, as pessoas caminham e conversam de forma serena, somente aqueles que irão “descer para a Bahia” é que demonstram uma maior ansiedade interpretando o grande viajante que sempre desejou ser.

Alguns fazem uma viajem de habitual tempo, levando e trazendo notícias; outros a fazem a trabalho para a solução de problemas que no Município não podem ser resolvidos. Ainda tem aqueles que saem da terrinha para estudar e garantir a faculdade, assim como aqueles que compram e vendem coisas, seja na Capital ou no interior. O certo é que todos eles estão prontos para adentrarem ao trem e partirem para Salvador, numa viajem de 12 horas ao balançar dos vagões ou classes e no toc-toc das rodas do trem deslizando nos trilhos.
O alvoroço aumenta ao primeiro apito do trem avisando da sua saída, casais se beijam na face, os viajantes adentram ao trem, o trabalhador da estrada de ferro passa com a sua lamparina, o Chefe da Estação brande o seu apito liberando o trem que começa a se movimentar. No início misturam-se os sons de apitos do homem e da máquina e o choro de quem parte e de quem fica.
A Estação começa a esvaziar, as pessoas retornam as suas casas em mais um ritual do Trem das 6 horas da tarde ou do Rápido, agora, os que ficam na Estação, ficam na angústia da espera do Trem da Grota. Este, os horários são incertos, a possibilidade de quebra está sempre presente assim como a sua carga de frutas, cereais e outros produtos que fazem o comércio da região.
O tempo passou, a Estação parou mas o trem continuas em nosso corações.
Aqui fica a nossa homenagem a todos aqueles que direta ou indiretamente, viveram os bons tempos do nosso velho trem ( Senhor Malheiros, Dário Félix, Santinho da Feira, Otacílio Neves,  Rômulo e Dedinho – ambos da Rua Jacobina – Pituta etc. etc )
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