Na opinião de Marcos Castro: Toma lá dá cá

Assistiu-se, na última semana, o desfecho, ao menos momentâneo de uma novela.

Mas, tal novela, está longe de ter seu término.

O teatro armado proporcionou cenas ilógicas, daquilo tido como destino de uma nação.

Denúncias feitas, seguramente fundadas em fatos, tinham, a todo instante, seus argumentos questionados. Alguns contrários à eles. A maioria, contudo, estava totalmente a favor de uma minuciosa investigação.

Inconcebível é ver que, infelizmente, tentou-se e tenta-se um cerceio da justiça, cujo papel, pasmem, está sendo posto em cheque, numa tentativa espúria de harmonizar a democracia. Eis que, outrora a pouco, um sábio “togado”, ao proferir um voto seu dissera: “Eu, como juiz, recuso o papel de coveiro da prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”.

Já o órgão Ministerial, vem sendo bombardeado por aqueles que se acham os donos da verdade e da moral. Procura-se a todo custo macular o trabalho destes que são, verdadeiramente, os defensores da sociedade.

Todavia, sem “choro” nem “vela”, a decisão foi mesmo para a “Câmara” do  imponente arquitetônico “Congresso”, onde se criam e se constroem as leis regedoras da “terra brasilis”. Viu-se então um “julgamento” de cartas marcadas. Ora, o resultado já se previa, tendo em vista que, nos bastidores, ou mesmo, nas “surdinas” ocorrera uma verdadeira “lavagem”. Talvez, até “consciências” foram negociadas.

Esqueceram-se as minúcias da correção, em detrimento aos interesses “umbilicais” de alguns “chefes”.

O mais impressionante foi ver falta de pudor e a desconsideração, junto à opinião das massas, vir à tona. Afinal de contas, o poder é da “caneta” de quem assina o “cheque”!

Talvez seja esse o retrato de um país, de tantas riquezas, de tanta pujança, porém, tão achincalhado.

“Pescoços”, a princípio, foram salvos. Sabe-se lá como!

“Quanta fome,

quanta ganância.

O poder consome,

a própria consciência.

 

Não se deve deixar levar

por algo que se auto minimiza.

A procura é pelo que tranqüiliza,

do âmago, seu lavar”.

Marcos Castro

29/10/2017

em - Regional

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