Bancários vão à Justiça contra fechamento de agências da CEF e do Banco do Brasil

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco ajuizou nesta segunda-feira (7) duas ações coletivas contra a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para tentar impedir o fechamento de agências e o seu processo de reestruturação interna, que poderia prejudicar os trabalhadores.

As ações contra o BB e da Caixa tramitam, respectivamente, na 3ª e 11ª Vara do Trabalho do Recife. A expectativa é que as audiências preliminares sejam realizadas ainda neste mês de agosto.

“Vamos às últimas consequências para garantir os direitos dos bancários atingidos pelo desmonte desse bancos públicos, especialmente diante da política do BB de não incorporar funcionários ocupando há anos funções bancárias. Essa política passou a ser também adotada pela Caixa nos últimos tempos”, disse a presidente Suzineide Rodrigues.

Segundo ela, após a aprovação da reforma trabalhista, tudo leva a crer que a Caixa irá abolir o seu sistema próprio de incorporação, “o que atenta contra os direitos adquiridos dos bancários e não será tolerado pelo Sindicato”, acrecentou.

As duas ações coletivas foram ajuizadas pelo escritório Ferreira Borges Advogados (SP), que cuida exclusivamente dos interesses dos bancários há quase duas décadas e assessora juridicamente entidades importantes como a Federação Nacional dos Gerentes da Caixa (FENAG) e o Sindicato da Baixada Santista.

Segundo o advogado Rogério Ferreira Borges, que assina as ações, juridicamente a situação é muito diferente da que foi apontada pelos dois bancos.

“A reforma trabalhista não retira o direito adquirido à incorporação para os bancários que exercem verdadeira função de confiança, com jornada de oito horas diárias, e que perdem a função sem ter dado justa causa. Isso é direito adquirido e deve ser respeitado por quem quer que seja”, afirma Ferreira Borges

Ele disse também que “os bancários com função simples de seis horas, que serão afetados pela reestruturação, têm direito a incorporar, mesmo sem terem exercido função por mais de 10 anos. A gratificação recebida nesse caso é salário como qualquer outra verba e não pode ser retirada, ainda que o empregado tenha ficado pouco tempo na função gratificada”, garantiu.

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