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Jogador acusa técnico do Jacuipense de injúria racial: “Chamou de macaco”

O técnico do Jacuipense, Clebson Araújo, foi acusado de injúria racial pelo volante camaronês Koffi, que atua pelo Flamengo de Guanambi. O episódio teria ocorrido no último domingo, durante a partida entre o Leão do Sisal e o Beija-Flor do Sertão, no estádio Eliel Martins, em Riachão do Jacuípe. O jogo terminou com o placar de 2 a 1 para a equipe mandante.

– Ocorreu o seguinte: tinha uma jogada deles, aí eu antecipei a bola, e ela ia saindo do campo. Aí eu dei um chutão perto dele [Clebson Araújo]. Quando eu dei o chutão, ele começou a me xingar. Me chamou de filho da p.., vá tomar no…, macaco. Falou desse jeito aí. E o bandeira… Parece que ele está falando que o bandeira é testemunha dele. O bandeira ouviu, sim, porque eu cheguei nele e falei. Ele falou: “Não, fique tranquilo, eu já acionei o juiz”.

Quando o juiz se aproximou, aí o bandeira pipocou e falou que não ouviu. Mas eu tenho certeza que ele ouviu. E tem um jogador nosso que estava perto e ouviu. Até agora está na minha cabeça o que ele falou: “Vá tomar no…, macaco, filho da p…”. Ele está falando aí que não falou, mas, quando terminou o primeiro tempo, ele chegou em mim para pedir desculpa – disse Koffi em contato com o GloboEsporte.com nesta segunda-feira. O diretor de futebol do Flamengo de Guanambi, Armando Filho, reforçou a denúncia feita pelo volante. Uma queixa foi prestada na delegacia de Riachão do Jacuípe. O caso não foi relatado na súmula da partida.

– Foi uma jogada na lateral do campo, do lado do banco do Jacuipense. Koffi tirou a bola de dentro do campo, e ela passou perto do treinador. Ele se irritou no momento e insultou nosso jogador chamando de negro, fedido e macaco. O jogador ficou irritado no momento, chamou o bandeira, que estava perto e ouviu. Houve uma confusão no momento. (…) Já soubemos que o juiz não relatou nada na súmula, o bandeira não relatou, mas estamos tomando as devidas providências. Não podemos aceitar esse tipo de coisa acontecendo, principalmente aqui na Bahia. (…) Ele prestou queixa ontem [domingo] na delegacia de Riachão do Jacuípe – disse Armando Filho.

Em contato com o GloboEsporte.com, Clebson Araújo negou as acusações feitas por Koffi e o diretor do Flamengo de Guanambi. O técnico afirma que o árbitro e o assistente testemunharam a confusão e podem atestar sua inocência.

– Tudo mentira. O acontecido no jogo foi que o atleta, antes de acabar o primeiro tempo, a bola estava fora e ele chutou em direção ao meu rosto. Eu agachei e, quando levantei, falei: “Cuidado, meu filho. Não tem necessidade disso. A bola já estava fora”. Ele se irritou e veio para cima de mim. O bandeira tirou ele. Ele me acusou de ter chamado de macaco. Não tem nada disso. Se tivesse acontecido, eu seria expulso. Quem me conhece sabe da minha índole, dos meus princípios. A gente sabe o que pode resultar disso. Tudo mentira. O árbitro consultou o bandeira, que estava próximo de mim e disse que não aconteceu nada mesmo. Ele quase que era punido com o cartão, e com isso acabou a confusão. Para o treinador do Jacuipense, a rivalidade entre os dois times foi o que motivou a denúncia.

– Acho que é a rivalidade. O diretor [do Flamengo de Guanambi] é da cidade [Riachão do Jacuípe], muita conversa com o presidente nosso. São vários motivos que levam [à acusação]. Não sei o que levou o atleta a acusar e registrar uma queixa. Mas o jurídico do clube tomou as devidas providências. Estou tranquilo. Isso não vai prejudicar minha imagem. Sou um treinador jovem e tenho mitos planos na carreira – finalizou. A injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa.

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