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SENHOR DO BONFIM: Um ponto de vista!

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Caro Ivan,
Sempre que posso volto as minhas atenções para a nossa terrinha e, sempre que posso, tento lhe ouvir.
A bem da verdade o lhe ler e o ouvir já me liga a terrinha de Senhor do Bonfim, ainda que esteja longe, ainda que já quase chega a 3 anos e meio da minha ausência a esta terra maravilhosa.
Acompanho as suas entrevistas e ponderações sobre Bonfim, algo que a te e a a mim, conferem o sentimento unilateral de amar esta terra maravilhosa, independente de quem esteja no poder.
Falando sobre poder e gestões, devo lembrar os três últimos gestores da nossa terrinha que, nas suas gestões tentaram o que lhes pareceram corretos no trabalhar por nossa terra.
Devamos admitir que todos tentaram, de boa fé, fazer o que lhes parecera correto, embora a população não tenha a mesma visão.
Carlos Brasileiro na sua primeira gestão fez o que de melhor pudera: administrou equilibrando o orçamento do município. Num segundo ato a gestão ficou aquém do que a população esperava e cobrava – os serviços hospitalares não melhoraram.
Paulo Machado, com grande espírito socialista deixou um imenso quadro de obras, iniciando com Praças, Postos de Saúde, Creches,Casas –  Minha Casa Minha Vida ( mais de 1.800 ) etc., pecou no princípio administrativo das decisões e manutenção do que decidira, questão máxima que dizimou a sua reeleição.
Edivaldo Martins Correia, um cidadão nascido em Jacobina, não conhecedor das vinculações Bonfinenses e que pensara que a Prefeitura seria a mesma coisa que comandar o 6º Batalhão da Polícia Militar da Bahia. Enganou-se o nobre Cidadão, ainda que já houvesse tido experiência no governo do Dr. Leite. A Cidade sofreu pela sua contaminação do viés da inobservância e imperícia nas questões que mais almejava a população: saúde, educação e manutenção dos demais serviços sofreram e sofrem durante a sua gestão.
A farta cobrança que se fazia na gestão de Paulo Machado cresceu de forma exponencial durante a gestão do Dr. Correia, a população sentiu-se traída diante das promessas do então candidato e hora desperta de forma religiosa na direção de Carlos Brasileiro esperando que o mesmo faça MILAGRES.
CARLOS BRASILEIRO será o novo Prefeito a partir de 01.01.2017 e, nesta data, cairá sobre os seus ombros não somente o que prometera mas, e muito mais, cairá sobre ele as fortes demandas da população, principalmente na saúde, educação e manutenção da Cidade.
De forma simples e sem nenhum sentimento negativo desejo ao Sr. Carlos Brasileiro que tenha uma ótima gestão e que possa devolver à população Bonfinense os seus incontidos desejos.
Receio que tanto o Candidato quanto o hoje Prefeito Eleito, possam ter ido além no desejar e no prometer, haja vista a situação da União, Estado e Municípios. Talvez o momento inicial seja para se dirigir ao Povo Bonfinense e admitir o que é possível e o que não seja possível realizar diante do quadro econômico nacional e diante das mazelas sentidas pelo município, este, estando longe do cardápio de ofertas do Governo Estadual diante do Projeto de Saúde estabelecido no solo da Bahia.
Não é obrigação do Município de Senhor do Bonfim ter Hospital, a este cabe, tão somente, a garantia da população aos serviços básicos de saúde ou de baixa complexidade. A população de Senhor do Bonfim continuará a depender do Governo Estadual para ter os serviços de Média e Alta Complexidade na Área da Saúde. O Projeto de Saúde do Estado não incorpora a ideia de estruturas hospitalares em municípios não sede de Macro Regiões de Saúde. Por outro lado, não há dinheiro para bancar a gestão hospitalar dos demais municípios.
A UPA Bonfinense, por enquanto, é um sonho de difícil realização havendo que se rever o seu contrato de execução de edificação do imóvel e, pior, rever a situação do custeio, então tripartite, transferindo ao município a sua gestão e maior parte do custeio, situação em que o município não tem orçamento o suficiente para assumir tal dispêndio.
Diante do exposto espero que a população  de Senhor do Bonfim não enverede nos caminhos fáceis de que o Prefeito Eleito vai fazer milagres, esta é uma palavra de grande peso e muito discutida pela população Cristã e não Cristã.
Daqui fica o meu desejo de que a minha terra retorne a um tempo onde foi exemplo para os demais municípios circunvizinhos e que não venhamos a perder nenhum naco de terra, além do que já perdemos para Andorinha. Um Município unido e fraternal torna-se mais forte na luta pela melhoria dos serviços para sua população.
Humberto Dantas Santiago Júnior.

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