Satélite: Planalto deve concluir nos próximos dias distribuição dos primeiros cargos federais no estado

Com acordo praticamente fechado junto aos deputados baianos que integram a base aliada no Congresso, o Palácio do Planalto deve concluir nos próximos dez dias a distribuição dos primeiros cargos federais no estado. A cota é destinada apenas aos 15 parlamentares que votaram pelo impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), na Câmara. O único impasse, confidenciou uma fonte com papel ativo nas negociações entre a bancada e o governo Michel Temer (PMDB), é o comando da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) na Bahia, disputado por dois democratas: José Carlos Aleluia e Cláudio Cajado, que inicialmente pleiteava a chefia do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Até que ambos cheguem ao consenso, o martelo continua suspenso no ar.

Alívio imediato
A nomeação do ator e produtor de teatro Humberto Campos para comandar a Fundação Nacional de Artes (Funarte) foi recebida com alívio entre representantes do setor cultural no estado. Desde o início do mês, um grupo de artistas detectou lobby pesado para que o governo Michel Temer (PMDB) entregasse o cargo ao poeta e jornalista baiano Antonio Lins, cuja passagem pela presidência da Fundação Gregório de Mattos (FGM) foi marcada por polêmicas e conflitos. Durante audiência pública realizada na Câmara de Vereadores em maio de 2009, cerca de quatro meses após tomar posse na FGM, Lins teve a cabeça pedida pela classe artística. Acabou demitido em março de 2010 pelo então prefeito João Henrique, que atribuiu a decisão ao “baixo desempenho administrativo” de Lins e aos inúmeros apelos de porta-vozes de “importantes segmentos culturais”.

Terreno arado
O Palácio de Ondina não para de comemorar a boa posição no ranking dos estados com maior capacidade de pagar dívidas e honrar compromissos, feito pelo Tesouro Nacional e divulgado pela Folha de S.Paulo na última sexta-feira. No levantamento, a Bahia obteve a melhor nota do Nordeste e a terceira mais alta do país. Para a equipe econômica do governo estadual,  a performance é efeito direto de quatro fatores: contingenciamento de despesas, criação do Programa de Qualidade nos Gastos, aperfeiçoamento  da máquina de arrecadação e a cobrança sem tréguas do governador Rui Costa (PT) por resultados.

“O muro não aguenta mais o peso de todos. Alguns terão que decidir de que lado querem ficar. É hora do ‘basta!’”, Luis Marques, executivo do Grupo Othon em Salvador, ao pedir que o trade turístico tome posição política para evitar o definhamento do setor na capital, cuja taxa de ocupação hoteleira amargou nova queda durante o período junino.

Mais com menos
Na contramão de cidades pobres que despejaram dinheiro na produção de megaeventos juninos às vésperas do período eleitoral, o prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes (PT), preferiu os riscos de eventuais ônus políticos para manter o equilíbrio das contas públicas em meio à crise econômica. Medida que permitiu à prefeitura antecipar o pagamento do Piso Nacional dos Professores, reajustar os salários dos servidores em 11,6% de reajuste e depositar metade do 13º do funcionalismo no fim deste semestre.

Milho dividido
No total, a prefeitura investiu módicos R$ 200 mil para três dias de São João em Conquista. A quantia é menor do que o cachê de cantores, duplas sertanejas ou bandas de sucesso, como Jorge & Mateus, Wesley Safadão e Aviões do Forró. Em vez de nomes de peso, Menezes apostou em atrações locais que ganharam fama no interior após a visibilidade obtida nas edições anteriores da festa. Como gratidão, aceitaram até receber valores menores, mas foram recompensados com o mesmo padrão de palco, luz e som dos anos passados.

Fonte: Correio da Bahia

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